Efeito da incorporação de níveis crescentes de dextrina na dieta sobre o crescimento e parâmetros metabólicos da tainha (Mugil liza Valenciennes 1836, Mugilidae)

Autor: Juan Zamora Sillero  (Currículo Lattes)
Orientador: Dr Marcelo Borges Tesser

Resumo

Foram avaliados os efeitos da inclusão de níveis crescentes de dextrina sobre os crescimento, parâmetros químicos do sangue e glicogênio e triglicerídeos hepáticos na dieta da tainha Mugil liza. As dietas foram formuladas para ser isonitrogenadas (350 g kg-1) e isolipídicas (6 g kg-1) com níveis crescentes de dextrina (D150: 150 g kg-1; D200: 200 g kg-1; D250: 250 g kg-1; D300: 300 g kg-1; D350 350 g kg-1). As dietas experimentais foram oferecidas ate saciedade aparente 4 vezes por dia, durante 34 dias. Cada tratamento foi testado em triplicata com 9 peixes por tanque (peso inicial 4,69 ± 0,31 g), sendo cada unidade composta por um tanque de fibra contendo 50L de agua salgada. Os parâmetros de crescimento e a composição corporal das tainhas não mostraram diferenças significativas (P>0,05) entre os diferentes tratamentos. A concentração de glicose no plasma diminuiu (P<0,05) quando o nível de dextrina aumentou de D250 a D300, mas recuperou os valores prévios (em referencia a D150) quando os peixes foram alimentados com D350. A hemoglobina glicosilada, proteínas, triglicerídeos e colesterol do plasma não mostraram diferencias significativas (P>0.05) entre os tratamentos. O glicogênio hepático mostrou uma máxima concentração no tratamento D250, seguido de D350, D200, D300 e D150 (P<0.05). A concentração de triglicerídeos hepáticos aumentou (P<0.05) nos tratamentos D300 e D350 quando comparados ao D200. Concluindo, os juvenis de Mugil liza podem ser alimentados com ate 35% de dextrina na dieta sem efeitos deletérios no crescimento, bioquímica do plasma e glicogênio e triglicerídeos hepáticos.

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