Crescimento compensatório de juvenis de matrinxã Brycon amazonicus (Spix & Agassiz, 1829)

Autor: Márcia Simões dos Santos (Currículo Lattes)
Orientador: Dr Luís André Nassr de Sampaio
Co-orientador: Dra Marle Angélica Villacorte Correa (UFAM)

Resumo

O objetivo deste trabalho foi estudar o crescimento compensatório em juvenis de matrinxã Brycon amazonicus. Os peixes (16g) foram distribuídos aleatoriamente em nove tanques e submetidos a diferentes protocolos de alimentação: controle - peixes foram alimentados ad libitum por 60 dias, J10 (jejum de 10 dias) - peixes foram alimentados ad libitum por 10 dias, jejum por 10 dias, e novamente alimentados ad libitum por 40 dias, J20 - peixes foram mantidos em jejum por 20 dias e alimentados ad libitum por 40 dias. Seis peixes de cada tratamento (dois de cada tanque) foram amostrados no início do experimento, no final do período de jejum, e no final do experimento para análises de crescimento e bioquímicas. Os resultados obtidos neste estudo mostraram crescimento compensatório total de juvenis de matrinxã em jejum por 10 ou 20 dias, conforme evidenciado pelo peso final similar entre os peixes de todos os tratamentos. Embora não significativa, houve uma tendência ao ganho de peso, taxa de crescimento específico e eficiência alimentar para os peixes de jejum, comparados ao controle. O consumo diário de ração foi um pouco maior para os peixes do controle e consumo de ração total foi menor para os peixes em jejum. Os estoques de glicogênio e glicose, proteína e triglicerídeos plasmáticos não foram afetados durante a restrição alimentar, mostrando boa tolerância de juvenis de matrinxã, por pelo menos, 20 dias de jejum. O crescimento compensatório é totalmente alcançado, e há uma redução de 37% no consumo de ração para peixes em jejum por 20 dias em relação ao controle, uma questão importante para a piscicultura intensiva.

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