Bercário e engorda do camarão-rosa Farfantepenaeus paulensis no Estuário da Lagoa dos Patos

Autor: Luciano Jensen Vaz (Currículo Lattes)
Orientador: Dr Wilson Francisco Britto Wasielesky Junior

Resumo

Os trabalhos desenvolvidos nesta dissertação visam elaborar subsídios que possam contribuir para o melhor desenvolvimento do cultivo do camarão-rosa
Farfantepenaeus paulensis em cultivos alternativos no estuário da Lagoa dos Patos. O primeiro trabalho foi desenvolvido buscando alternativas para aumentar a produtividade natural nos tanques, como por exemplo adicionando microalgas e aumentando a superfície disponível para a formação do biofilme, simulando as condições do cultivo realizado no ambiente. Deste modo, o objetivo do trabalho foi verificar as conseqüências da adição ou não da diatomácea Thalassiosira fluviatilis na qualidade da água nos cultivos e seus reflexos no crescimento e sobrevivência das pós-larvas do camarão-rosa Farfantepenaeus paulensis mantidas em laboratório. O experimento consistiu em dois tratamentos: um tratamento onde diariamente eram adicionados fitoplâncton e outro sem adição de fitoplâncton. Ao final do experimento não foram observadas diferenças significativas (P > 0,05) entre os valores de crescimento entre o tratamento com adição de T. fluviatilis (115,7 ±,17,6 mg) e o tratamento sem adição (117,7 ± 23,4 mg). Assim como o crescimento, as sobrevivências finais não apresentaram diferenças significativas (P > 0,05) e foram de 95,2% com adição de fitoplâncton e 84,85% no tratamento sem adição. No segundo trabalho, foram compilados dados obtidos em 28 cercados de cultivo de F. paulensis no estuário da Lagoa dos Patos, tendo como enfoque principal a análise do desempenho da espécie em diferentes densidades de estocagem. Os cultivos de F. paulensis em cercados apresentaram taxas de sobrevivência acima de 77 %, as quais podem ser consideradas elevadas quando comparadas aos valores obtidos com o cultivo da mesma espécie em viveiros. Os maiores pesos individuais atingidos foram nas densidades de estocagem mais baixas (5 e 10 camarões/m2). As maiores biomassas foram obtidas nas densidades de estocagem mais elevadas (60 e 90/m2). Entretanto, quando analisados os custos de produção, os melhores rendimentos foram obtidos nas densidades de estocagem de 20 e 30 camarões/m2 .

TEXTO COMPLETO