Toxicidade crônica do nitrato sobre juvenis do peixe-palhaço Amphiprion ocellaris

Autor: Anastácia Amália Damasceno Rodrigues (Currículo Lattes)
Orientador: Dr Luís André Nassr de Sampaio
Co-orientador: Dr Ricardo Vieira Rodrigues

Resumo

O peixe-palhaço Amphiprion ocellaris, é uma das espécies de peixes ornamentais marinhas mais importantes, tanto no aspecto extrativo, como no de produção. O nitrato é considerado uma substância com baixo potencial de toxicidade comparado aos demais compostos nitrogenados (amônia e nitrito), mas por ser o produto final da nitrificação, pode acumular em sistemas de produção com baixa troca de água, como os sistemas de recirculação de água. Entretanto, estudos sobre a toxicidade deste composto para peixes marinhos ainda são escassos, e pouco se sabe acerca dos seus efeitos para o peixe-palhaço. Portanto, o presente estudo teve como objetivo analisar o efeito crônico do nitrato para juvenis do peixe-palhaço A. ocellaris. Para isto, o experimento contou com quatro tratamentos em triplicata, sendo três concentrações de nitrato 30, 60 e 90 mg/L, mais um tratamento controle sem adição de nitrato. Foram utilizados 180 peixes com 20 dias após eclosão (28,68±1,09 mg e 12,09±0,19 mm) distribuídos aleatoriamente em 12 tanques com capacidade para 15 L (15 peixes/tanque), aeração constante, fotoperíodo de 12h/12h (claro/escuro) e temperatura controlada (27oC). O experimento teve duração de 42 dias e ao final foram avaliados o desempenho zootécnico e o status oxidativo dos peixes inteiros. Não houve diferença para parâmetros de sobrevivência e desempenho zootécnico, exceto para o fator de condição, porém houve um aumento de TBARS (lipoperoxidação) e Tiol não proteico (NPSH) nas concentrações de nitrato 60 e 90 mg/L. Este aumento de Tiol não proteico (NPSH), corrobora com a atividade da GST (Glutationa S-Tranferase) significativamente menor nas mesmas concentrações. Entretanto não foram observadas diferenças para a capacidade total frente a um radical peroxil (ACAP) e Tiol proteico (PSH). Assim este estudo demonstra o nível de até 30 mg/L de N-NO3- não causa danos para a produção de juvenis do peixe-palhaço A. ocellaris.

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