Criopreservação seminal de Tambaqui, Colossoma macropomum

Autor: Antônio Sérgio Varela Júnior (Currículo Lattes)
Orientador: Dr Mario Roberto Chim Figueiredo

Resumo

A biotecnologia reprodutiva aplicada à aquicultura vem sendo incrementada com trabalhos de criopreservação seminal, melhoramento genético e produção de bancos de germoplasma. Durante a crioconservação de células espermáticas, podem ser utilizados diferentes crioprotetores internos e externos, curvas de resfriamento, ou formas de congelamento para minimizar o efeito deletério desta biotecnologia. O objetivo desta tese foi avaliar o efeito de diferentes crioprotetores sobre características das células espermáticas de tambaqui Colossoma macropomum observadas in vitro e in vivo. Os experimentos avaliaram Dimetilsulfoxido (DMSO) (5, 10, 15 e 20%); Dimetilformamida (DMF), dimetilacetamida (DMA) e Metilformamida (MF) (todas as amidas em 2, 5, 8 e 11%); Lipoproteína de baixa densidade (LDL) da gema do ovo de galinha (4, 8, 12 e 16%) assim como Trealose (50, 100, 150 e 200 mM), para crioproteção espermática de tambaqui. Após o sêmen ter sido congelado e descongelado, foi avaliada sua qualidade quanto às taxas de motilidade espermática, fertilização, eclosão, funcionalidade mitocondrial, integridade da membrana, integridade do DNA e ao tempo de latência. As taxas de fertilização e de eclosão com 10% DMSO não diferiram do sêmen fresco. Devido aos resultados obtidos com 10% de DMSO, este foi comparado com as amidas, LDL e Trealose. As maiores taxas de fertilização e eclosão ocorreram quando se utilizou amidas nas concentrações de 5% DMA, 8% DMF e 8% MF, as quais não diferiram entre si. Nesses tratamentos, as taxas de fertilização e eclosão foram semelhantes às observadas com sêmen fresco. As concentrações mais elevadas de LDL asseguraram a manutenção da integridade de membrana e da mitocôndria e promoveram maior viabilidade celular. Por outro lado, se obsevou que, quanto maiores as concentrações de LDL, menores foram o tempo de latência, as taxas de motilidade, fertilização e eclosão. As taxas de fertilização e eclosão não diferiram entre DMSO e os tratamentos que utilizaram trealose, sendo que a taxa da fertilização com 150 mM de trealose não diferiu do tratamento com sêmen fresco. Com estes resultados conclui-se que as amidas (5% DMA, 8% DMF e 8% MF) e 150 mM trealose preservaram de forma eficiente células espermáticas de Colossoma macropomum.

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