Hematologia do Bijupirá Rachycentron canadum, Peixe-Enxada Chaetodipterus faber, Pampo Amarelo Trachinotus carolinus, Pampo Malhado Trachinotus marginatus e Linguado Paralichthys orbignyanus

Autor: Maria Angelica dos Reis Garrido Perreira (Currículo Lattes)
Orientador: Dr Luis Alberto Romano
Co-orientador: Dr Luís André Nassr de Sampaio

Resumo

O monitoramento da saúde de peixes através de técnicas não letais tem sido cada vez mais necessário devido à expansão da aquicultura. O exame de sangue é uma das técnicas utilizadas para tal, sendo essencial o conhecimento da morfologia celular sanguínea de cada espécie de peixe. Assim, será possível o estabelecimento de valores de referência pois, sem a definição dos padrões considerados normais, não é possível diferenciar os estados sadios de estados patológicos dos organismos. Neste estudo são descritas a morfologia das células sanguíneas e parâmetros hematológicos de cinco espécies de peixes marinhos de ocorrência na costa brasileira: bijupirá Rachycentron canadum, peixe-enxada Chaetodipterus faber, pampo-amarelo Trachinotus carolinus, pampo-malhado Trachinotus marginatus e linguado Paralichthys orbignyanus. Estas espécies possuem potencial para a maricultura, sendo alvo de pesquisas no Brasil e em outros países e possuem padrão morfológico celular similar a outros teleósteos, com pequenas variações específicas. São descritos e quantificados os eritrócitos maduros e imaturos, trombócitos, linfócitos, monócitos e granulócitos, sendo este último grupo celular o mais variável entre as espécies. As diferenças nos perfis hematológicos encontradas entre os peixes estão relacionadas às variações específicas. Estes perfis aqui descritos – de animais em condições adequadas de criação – permitem a comparação entre peixes de mesmas espécies, famílias e/ou ordens. Estas novas informações disponíveis serão úteis para a aplicação da hematologia em estudos futuros visando principalmente o diagnóstico de enfermidades de peixes criados em cativeiro.

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