Efeito da taxa arraçoamento e da freqüência alimentar no crescimento de juvenis do pampo Trachinotus marginatus

Autor: Viviana Lisboa da Cunha (Currículo Lattes)
Orientador: Dr Luís André Nassr de Sampaio

Resumo

A família Carangidae engloba uma série de peixes economicamente importantes, abundantes em águas tropicais e sub-tropicais. O pampo Trachinotus marginatus apresenta fácil adaptação a sistemas intensivos de criação, comprovado pela rápida aceitação de dieta artificiais. Entretanto, para determinar a viabilidade do cultivo de uma espécie é necessário o conhecimento dos fatores limitantes para sua produção. A taxa de arraçoamento e a freqüência alimentar apropriada são importantes para o correto manejo alimentar de uma espécie cultivada. O conhecimento da “Specific dynamic action” (SDA) também é importante e pode auxiliar na determinação da capacidade suporte do sistema de produção. O objetivo deste trabalho foi estabelecer a taxa ótima de arraçoamento, a freqüência alimentar adequada e estudar a taxa de consumo de oxigênio pós-prandial para juvenis do pampo. Os experimentos foram realizados com juvenis (4,8±0,6g) coletados na natureza e aclimatados ao laboratório. Foram testadas diferentes taxas de arraçoamento (4, 8, 12, 16 e 20% da biomassa total por dia) e freqüência alimentar (2, 4, 6, 8 e 10 vezes por dia). O consumo de oxigênio foi avaliado com peixes alimentados com 12% da biomassa por dia. É sugerido o uso de uma taxa de arraçoamento de 8% da biomassa por dia e a freqüência alimentar de 6 a 8x/dia para juvenis de pampo, de modo a otimizar o crescimento e a taxa de conversão alimentar aparente. Foi observado um pico de consumo de oxigênio aos 30 min após a alimentação e decorridos 150 min da alimentação, o consumo de oxigênio retornou ao nível basal.

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