Efeito da temperatura e do fotoperíodo sobre o desempenho zootécnico de juvenis de Rã-manteiga Leptodactylus latrans (Linnaeus, 1758)

Autor: Fernanda de Oliveira Rosa (Currículo Lattes)
Orientador: Dr Mario Roberto Chim Figueiredo

Resumo

A ranicultura, além de atividade comercial, pode significar um meio de manutenção de anfíbios em cativeiro, visando à conservação desses animais, atualmente tão ameaçados. O declínio da diversidade de anfíbios é um problema de ordem mundial e existe uma comoção global para que essa perda de biodiversidade seja reduzida. Alguns parâmetros que influenciam no cultivo incluem a temperatura (principalmente), fotoperíodo, densidade de estocagem, manejo alimentar e manejo sanitário adequado. A rã-manteiga Leptodatcylus latrans (Linnaeus, 1758), uma espécie nativa do Brasil, faz parte de um grupo de anfíbios chamados Leptodactilídeos (Amphibia, Anura, Leptodactylidae), que é muito apreciado para o consumo, a partir de captura no ambiente. Juvenis de rãmanteiga foram mantidos em estufas climatizadas, distribuídos em seis tratamentos, com três temperaturas (22º, 27º e 32ºC) e dois fotoperíodos (12h:12h L/E e 16h:8h L/E), para avaliação dos parâmetros ganho de peso, crescimento, taxa de crescimento específico, conversão alimentar aparente e sobrevivência. Os melhores resultados para o desempenho dos juvenis da rã-manteiga foram observados na temperatura de 27ºC combinada com o fotoperíodo de 12h:12h L/E. O fotoperíodo, assim como a interação entre fotoperíodo e temperatura não afetaram significativamente os parâmetros de desempenho. Os resultados de desempenho foram submetidos à análise de regressão em função da temperatura. Assim, foi possível verificar que os dados de ganho de peso, crescimento, taxa de crescimento específico e conversão alimentar aparente se ajustam a uma distribuição quadrática que relaciona os parâmetros de desempenho zootécnico “y” com temperatura “x”. Rã-manteiga se adaptou facilmente ao manejo, quando mantida nas temperaturas de 27º e 32ºC, pois a temperatura de 22º diminuiu seu metabolismo, fazendo com que os animais ficassem sempre escondidos nas gaiolas. Os resultados aqui apresentados poderão complementar as pesquisas sobre a conservação de anfíbios.

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