Toxicidade aguda da amônia e do nitrito em juvenis do peixe-palhaço Amphiprion ocellaris

Autor: Rafael Soriani Medeiros (Currículo Lattes)
Orientador: Dr Ricardo Vieira Rodrigues
Co-orientador: Dr Luís André Nassr de Sampaio

Resumo

O peixe-palhaço Amphiprion ocellaris muitas vezes é criado em as altas densidades de estocagem que, somadas aos altos níveis proteicos dos alimentos utilizados, elevam as concentrações de amônia e nitrito, que são compostos tóxicos e podem  ocasionar a mortalidade dos peixes. No presente estudo, juvenis (1,20 ± 0,34 g) de A. ocellaris foram expostos a seis concentrações de amônia (0,23; 0,57; 0,97; 1,05; 1,22 55 e 1,63 mg/L NH3-N) e oito concentrações de nitrito (26,28; 53,26; 72,48; 111,27; 56 132,38; 157,42; 178,37 e 202,18 mg/L NO2-N). Foram estimadas as concentrações letais medianas (CL50) para 24, 48, 72, e 96 horas de exposição a estes compostos, sendo 1,06; 0,83; 0,75 e 0,75 mg/L NH3-N e 188,29; 151,01; 124,06 e 108,79 mg/L NO2-N, respectivamente. As análises histológicas das brânquias revelaram lesões como hiperplasia do epitélio das lamelas primárias, hiperplasia e hipertrofia das células de cloreto e elevação epitelial. Contudo, as frequências das lesões aumentaram de acordo com o aumento nos níveis de amônia e nitrito da água. Os peixes expostos a 0,57 mg/L NH3-N ou 100 mg/L NO2-N também apresentaram fusão lamelar. As histopatologias foram significativamente maiores nos peixes expostos a 0.57 mg/L NH3-N ou 25 mg/L NO2--N comparados com os peixes controle. Desta forma recomeda-se atenção especial para os níveis de amônia e de nitrito nos sistemas de cultivo de A. ocellaris.

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