Acanthocephala em Paralichthys orbignyanus (Valenciennes, 1839) no estuário da Lagoa dos Patos – Rio Grande, RS

Autor: Amanda Duarte Pimentel  (Currículo Lattes)
Orientador: Dr Joaber Pereira Junior

Resumo

Paralichthys orbignyanus (Valenciennes, 1839) é importante para a pesca e demonstra potencial para o cultivo, como outros linguados que já apresentam uma produção consistente e que cresce anualmente. Para viabilizar seu cultivo alguns estudos são necessários, dentre eles aqueles relativos à sua fauna parasita. Portanto, neste trabalho é estudada a ecologia do parasitismo de Acanthocephala em P. orbignyanus através de análises dos índices parasitológicos (Prevalência, Intensidade Média de Infecção e Abundância Média), fatores somatotróficos dos hospedeiros e fatores ambientais. As necropsias foram totais (n=91). Os acantocéfalos coletados permaneceram 24 horas na água destilada e após foram fixados em AFA. Os parasitos foram corados com carmin de Semichon e montados em lâminas permanentes com bálsamo do Canadá. Neste estudo foi apresentada a primeira descrição de formas larvais desta espécie em hospedeiros paratênicos. Foram encontrados espécimes de Southwellina hispida e Corynossoma australe nas formas de cistacanto nos mesentérios dos hospedeiros. A comparação morfométrica entre cistacantos e adultos de S. híspida mostra crescimento alométrico das larvas. A probóscide das larvas cresce mais rapidamente em relação ao tronco e isso sugere uma forma de garantir a eficiente fixação no momento em que o parasito alcança o hospedeiro definitivo adequado. Não houve correlação nem diferença significativa entre a intensidade de infecção registrada e os fatores ambientais observados. Assim como não houve correlação e diferenças entre os fatores relacionados ao hospedeiro como peso, comprimento, itens da dieta e gênero sexual. Estes resultados sugerem que as condições estuarinas locais representam um cenário viável para cultivo de P. orbignyanus uma vez que, em tanques rede onde ocorre o inevitável contato com a fauna adjacente, o que viabilizaria as infecções por S. híspida, normalmente prejudiciais, parecem não ter sucesso.

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