Efeitos da amônia sobre os parâmetros metabólicos e qualidade do músculo do pacu Piaractus mesopotamicus (Holmberg 1887)

Autor: Lilian Fiori Nitz (Currículo Lattes)
Orientador: Dr Carlos Prentice Hernández
Co-orientador: Dr Luciano de Oliveira Garcia

Resumo

Este estudo teve como objetivo avaliar os efeitos da exposição a níveis subletais de amônia não-ionizada sobre os parâmetros sanguíneos e na qualidade do músculo de pacu (Piaractus mesopotamicus). Para a realização deste estudo foram utilizados 117 juvenis (27,1±5,4 g) expostos a três concentrações de amônia não-ionizada 0,5 e 1,0 mg NH3.L-1 e um controle 0,0 mg NH3.L-1. O experimento teve duração de vinte dias, dez dias de exposição a amônia, seguido pelo mesmo período de recuperação com a água em concentrações mínimas de amônia (<0,05). Foram realizadas cinco coletas, no início do experimento (9 peixes) considerados como controle tempo zero e durante o período experimental as coletas de tecido (músculo) para TBARS, filé para análise sensorial e sangue (glicose, lactato e hematócrito), no primeiro, quinto, décimo e no vigésimo dia (nove peixes/coleta/tratamento). As concentrações de glicose foram mais elevadas nos tratamentos expostos a amônia do que no grupo controle em todos os tempos amostrados exceto no período de recuperação. Após 10 dias de exposição à amônia os peixes expostos a concentrações mais elevadas de NH3 apresentaram valores menores de hematócrito, comparados ao controle. Os níveis de lactato nos dias 1e 10 foram menores que o controle nos tratamentos expostos a amônia. O índice hepatossomático após 10 dias de exposição a amônia apresentaram valores menores quando comparados ao controle. O consumo de ração no dia 10 se apresentou menor nos tratamentos expostos a amônia em relação ao controle. Após o período de recuperação os parâmetros hematológicos não apresentaram diferença indicando a recuperação dos peixes. As características químicas do músculo e valores de TBARS não apresentaram diferença entre os tratamentos. A análise sensorial do filé fresco após dez dias de exposição à amônia apresentou valores menores nos quesitos cor e aparência global no tratamento 1,0 mg NH3. L-1 quando comparados ao controle. Desta forma, concluímos que a exposição à amônia não-ionizada foi capaz de causar alterações nos parâmetros hematológicos e na análise sensorial do músculo de juvenis de pacu. Além disso, o período de recuperação se mostrou suficiente para restabelecer, os índices normais, para os parâmetros hematológicos e os atributos avaliados na análise sensorial do músculo do pacu.

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