Exigência protéica de juvenis de tainha Mugil platanus

Autor: Cristina Vaz Avelar de Carvalho (Currículo Lattes)
Orientador: Dr Luís André Nassr de Sampaio
Co-orientador: Dr Marcelo Borges Tesser

Resumo

A alimentação é um dos principais custos da piscicultura, sendo importante desenvolver estudos que busquem uma maior eficiência alimentar para o aumento do sucesso da atividade e também para a redução do impacto da emissão de nutritientes ao meio ambiente. Levando em conta o potencial de criação da tainha Mugil platanus na região Sudeste e Sul do Brasil e a carência de informações sobre suas exigências nutricionais, o presente trabalho foi realizado com o objetivo de determinar a exigência protéica para seus juvenis. As tainhas foram alimentadas com cinco dietas com três repetições cada, sendo cada unidade composta por um tanque de 50L com 50 juvenis com peso inicial 1,17 ± 0,02 g e 4,34 ± 0,03 cm (média ± EP). As cinco dietas isocalóricas foram formuladas para conter níveis crescentes de proteína bruta (PB) de 30% , 35%, 40%, 45% e 49% e 18,7 MJ/Kg de dieta (energia metabolizável). As dietas foram oferecidas até a saciedade 5 vezes ao dia durante 35 dias. As dietas não apresentaram diferenças significativas (P > 0,05) para sobrevivência, eficiência alimentar e composição corporal. Os resultados indicaram que o nível de 35% PB foi estatisticamente superior (P > 0,05) com relação ao ganho em peso, ingestão de alimento e taxa de crescimento específico do que de tainhas alimentas com o maior nível protéico. A necessidade de proteína para os juvenis de tainha foi estimada em 35,8% PB.

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