Avaliação toxicológica da exposição de tainhas Mugil platanus à fração solúvel do petróleo em água

Autor: Cauê Bonucci Moreira  (Currículo Lattes)
Orientador: Dr Kleber Campos Miranda-Filho
Co-orientador: Dr Luis Alberto Romano

Resumo

O desenvolvimento humano tem contribuído com o aumento dos níveis de poluentes nos ambientes aquáticos. Dentre os principais poluentes encontrados nos corpos hídricos, destacam-se os hidrocarbonetos do petróleo. Frente aos problemas de degradação dos ecossistemas aquáticos, novas espécies vêm sendo testadas como possíveis indicadoras da integridade ambiental. O presente estudo determinou a concentração letal mediana (CL50) para espécie Mugil platanus frente a exposição aguda à fração solúvel do petróleo em água (FSA). Estudos histopatológicos e a análise da frequência de micronúcleos foram também observados em teste crônico. Juvenis de tainha (25 ± 2,3 g) foram expostos a três concentrações crônicas (1,7, 3,5 e 7%), mais o grupo controle por 14 dias com mais 7 dias de período de depuração (sem FSA). Ao longo do período experimental (24, 96 h, 14 e 21 dias) foram coletadas amostras sanguíneas da veia caudal para observação de micronúcleos (MC) e amostras de fígado e brânquias para visualização de histopatologias. Para esses procedimentos foram amostrados sete peixes por concentração testada. A CL50 para 96 h foi estimada em 37,5% da FSA e o nível de segurança em 3,5% da FSA. O tempo requerido para formação de MC foi de 96 h de exposição. O tempo de depuração foi suficiente para que fosse atingida a frequência de eritrócitos similar ao do grupo controle. Estudos histopatológicos indicaram mudanças severas nas brânquias e no tecido hepático. A telangiectasia foi a histopatologias branquial mais relevante. Histopatologias hepáticas como colestase, dilatação dos sinusóides e infiltrados inflamatórios foram comumente observadas. O teste do micronúcleo e o estudo histológico detectaram com eficácia alguns danos gerados pela exposição crônica de juvenis de tainha à FSA.

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