Manejo alimentar de juvenis de peixe enxada (Chaetodipterus faber)

Autor: Artur Nishioka Rombenso (Currículo Lattes)
Orientador: Dr Luís André Nassr de Sampaio
Co-orientador: Dr Michael Schwarz 

Resumo

O peixe enxada Chaetodipterus faber é um excelente candidato para o desenvolvimento da aquacultura marinha, devido à algumas características como: fácil adaptação ao confinamento, boas taxas de crescimento e carne de boa qualidade. Como no caso de qualquer espécie aquícola emergente, o sucesso da criação do peixe enxada vai depender, em parte, do atendimento das suas necessidades nutricionais e do correto manejo alimentar. Dentre as diferentes práticas alimentares que podem maximizar a eficiência alimentar e o crescimento estão a taxa de arraçoamento e a frequência alimentar. Nesse estudo foi avaliada a performance de crescimento de juvenis do peixe enxada (3,60 ± 0,03 g, média ± DP) alimentados com 3, 5, ou 7% da biomassa (3% BW, 5% BW, 7% BW), em uma única alimentação (1x) ou divida igualmente entre três refeições (3x). Ganho em peso, taxa de crescimento específico (TCE), conversão alimentar e consumo de alimento foram afetados tanto pela taxa de arraçoamento como pela frequência alimentar. O ganho em peso e a TCE aumentaram com a taxa de arraçoamento, sendo superior nos grupos alimentados 3x ao dia do que os alimentados 1x ao dia. Os peixes alimentados com maiores taxas de arraçoamento acumularam mais ` no corpo em detrimento da umidade, proteína e teor de cinzas, mas a composição da carcaça não foi afetada pela frequência alimentar. O presente estudo sugere que o manejo alimentar do peixe enxada criado em sistema intensivo de recirculação, pode ser otimizado quando a alimentação é ofertada na proporção de 5-7% da biomassa/dia em três alimentações diárias com 7% da biomassa/dia há um crescimento maior, embora menos eficiente.

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