Anestesia e transporte de juvenis de tainha Mugil liza

Autor: Reinaldo da Silva Braz  (Currículo Lattes)
Orientador: Dr Ricardo Vieira Rodrigues

Resumo

A tainha Mugil liza é uma espécie de peixe marinha que tem demonstrado potencial para aquicultura e tem sido estudada com a finalidade de desenvolvimento do seu pacote tecnológico de produção. Entretanto, não existem estudos relatando o uso de anestésicos para a espécie. Uma das principais características dessa espécie é o fato dela ser eurialina, podendo ser criada em água doce sendo uma alternativa para produção  longe da costa. Porém não há informações sobre o transporte de M. liza. Portanto, o primeiro estudo teve como objetivo determinar as concentrações eficientes de quatro anestésicos em juvenis de tainha. Os peixes (6,9 ± 1,4 g) fora expostos  individualmente (N=10 por concentração) a quatro concentrações de benzocaína (30, 40, 50 e 60 mg L-1), MS-222 (100, 125, 150 e 175 mg L-111 ), eugenol (50, 70, 90 e 110 mg L-1) e mentol (175, 200, 225 e 250 mg L-112 ). A avaliação das melhores concentrações  foi realizada com base na faixa de tempo máxima de anestesia (3 minutos) e recuperação (5 minutos). As concentrações mais eficientes encontradas para os anestésicos foram: Benzocaína 50 mg L-1, MS-222 150 mg L-1, eugenol 70 mg L-1 15 e mentol 225 mg L-116 . O segundo estudo teve o objetivo de realizar o transporte de juvenis de tainhas em diferentes salinidades. Para a realização do experimento os peixes foram transportados em 18 sacos com 10 L de água e 20 L de oxigênio cada. Os peixes (1,6 ±  g e 5,2 ± 0,7 cm) foram estocados mantendo uma densidade em 27 g L-119 . Após, foram transportados durante 24 h em 3 salinidades: 5 (baixa salinidade), 13 (próximo ao ponto isosmótico) e 35 (salinidade tipicamente marinha). Em cada salinidade testada, 3 sacos continham tamponante (1g de NaHCO3 por litro de água), e 3 sacos sem adição de tamponante. Foi observado que nos tratamentos com adição de NaHCO3 os valores de pH sofreram menor redução em comparação aos tratamentos sem adição de tamponante. Apesar disso, nos tratamentos em baixa salinidade (5 e 13) foi verificada a elevação dos valores de dióxido de carbono na água. A sobrevivência dos animais foi afetada significativamente pela adição de NaHCO3 nos transportes nas salinidades 5 e 13. Portanto recomenda-se utilização de 1 g NaHCO3 L-1 28 por litro de água para transporte de  M. liza apenas quando realizado em salinidade 35, não sendo indicado a utilização desse tamponante para transporte de juvenis dessa espécie em salinidades baixas.

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