Influência da alimentação na geração de espécies reativas de oxigênio e desempenho zootécnico em larvas do camarão Litopenaeus vannamei

Autor: Eduarda Costa Bueno  (Currículo Lattes)
Orientador: Dr Jose Maria Monserrat
Co-orientador: Dr Luis Henrique da Silva Poersch

Resumo

As diatomáceas são amplamente utilizadas na alimentação de larvas de camarões peneídeos, destacando-se as espécies Conticribra weissflogii e Chaetoceros muelleri como as mais utilizadas, porém até o momento ainda são escassos os estudos sobre suas influências no sistema antioxidante dos organismos em cultivo. Com isso, o objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito das microalgas C. weissflogii e C. muelleri nas respostas antioxidantes e desenvolvimento das larvas de L. vannamei. No experimento 1 utilizou-se a microalga C. weissflogii ofertada para as larvas na forma in natura em dois tratamentos: (i) C. weissflogii (coletada e ofertada no 4° dia de cultivo da microalga) e (ii) controle (coletada e ofertada em dias distintos do cultivo). O tratamento em que a microalga foi coletada no 4° dia do cultivo (C. weissflogii) apresentou maior concentração de flavonoides totais e os animais alimentados com esse tratamento apresentaram maior sobrevivência final e maior tamanho corporal quando comparado ao controle (p<0,05). Para os parâmetros de qualidade de água, polifenóis totais, taxa de metamorfose, teste de estresse de temperatura e geração de espécies reativas de oxigênio (ERO) in vivo não houve diferenças significativas. O segundo experimento foi constituído de duas etapas (A e B) com dois tratamentos utilizando as microalgas C. muelleri e C. weissflogii, coletadas no 5° dia do cultivo e ofertadas na forma de pasta. A etapa A teve duração da fase de protozoea I a mysis I e a etapa B da fase de mysis I a pós-larva 1. Foi avaliado o conteúdo de flavonoides e polifenóis totais no 3°, 5° e 7° dia de cultivo e verificou-se que o 5° dia apresentou maiores teores de polifenóis e o 7° dia de flavonoides (p<0,05) nas duas espécies de microalgas. O tratamento onde foi utilizada a microalga C. muelleri apresentou maior sobrevivência final na etapa A, enquanto na etapa B, o tratamento usando C. weissflogii apresentou maior sobrevivência final e tamanho corporal das larvas (p<0,05). Para a concentração de ERO foi observada uma redução significativa na fase de mysis II no tratamento C. muelleri (p<0,05). Em pós-larva 1 os dois tratamentos apresentaram um elevado aumento na concentração de ERO quando comparados com as outras fases larvais (p<0,05). Ambas as microalgas apresentaram vantagens importantes quando ofertadas em um dia específico do cultivo, se propondo, em estudos futuros considerar a oferta de um “mix” controlado de C. muelleri e C. weissflogii.

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