Gracilaria domingensis como imunoestimulante para juvenis de tainha Mugil liza (Valenciennes, 1836)

Autor: Andreline Jordana Coelho de Mendoça  (Currículo Lattes)
Orientador: Dr Marcelo Borges Tesser
Co-orientador: Dr Luis Alberto Romano

Resumo

As algas marinhas são amplamente utilizadas na nutrição humana e animal, já que são fonte de diversos compostos que trazem benefícios à saúde como imunoestimulantes, pois estas apresentas diversos compostos bioativos, entre eles macro e micronutrientes. O objetivo do presente estudo foi avaliar o efeito da inclusão da macroalga Gracilaria domingensis nos parâmetos zootécnico, perfil leucocitário e emarcações CD3 e CD4 no baço de juvenis da tainha Mugil liza. Foram testadas cinco dietas com níveis de inclusão crescente da G. domingensis (0, 5, 10, 15 e 20%). Foram estocados juvenis de tainha (0,42 ± 0,03g) em 15 tanques. A alimentação foi ofertada quatro vezes ao dia, até saciedade aparente, durante um período experimental de 60 dias. Os resultados do experimento mostraram que os peixes dos tratamentos com 0, 5 e 10% de G. domingensis obtiveram melhores índices de desempenho zootécnicos tais como ganho de peso, conversão alimentar aparente (CAA) e taxa de crescimento especifico (TCE). Não foi observada, diferença significativa na composição química corporal e contagem diferencial de células brancas nos peixes em todos os tratamentos. Diferenças significativas foram encontradas na marcação de linfócitos T pelas técnicas de anti-CD3 e anti-CD4 no baço, entre os animais alimentados com a dieta controle e as dietas contendo inclusões da macroalga. Podemos concluir que a inclusão da macroalga G. dominigensis nas dietas de juvenis de tainha M. liza com nível de inclusão de até de 5% não causa prejuizo ao desempenho zootécnico do animal. Apresentando imunoestimulação com apenas 5% da inclusão de G. domingensis na dieta.

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